Arquivo de abril, 2012

Tudo começou com um migué nos pós-créditos de Homem de Ferro. A pequena participação de Samuel L. Jackson como Nick Fury convidando Tony Stark à Iniciativa Vingadores fez milhares de fãs delirarem com a possibilidade de ver seus heróis favoritos reunidos num único filme.

Comprada a idéia, a MARVEL Studios lança um reformulado e frenético novo filme do HULK,  apresenta sua versão cinematográfica de THOR e  Cap. América, alem de uma boa sequência de Homem de Ferro, já na intenção anunciada de junta-los TODOS no seu projeto dos sonhos: AVENGERS ASSEMBLE!!!

De 2008 pra cá (um pouco antes disso na verdade…), o genero “super-herói” se tornou um dos mais rentáveis da indústria cinematográfica, renovando e democratizando a paixão pelos ícones da cultura quadrinística, tornando o mundo todo um pouco mais nerd e portanto um lugar melhor.

Daí vem 2012 com todos numa pilha inacreditavel pra assistir o resultado desse arriscado projeto. Afinal em mãos erradas, VINGADORES poderia virar uma galhofada pior que o Metro Zorra Brasil. Felizmente, não foi o caso. O escolhido para dirigir o filme foi um cara que gosta e entende de quadrinhos, e que com muito amor (e alguns milhões de dólares) conseguiu realizar uma parada que explodiu todos os limites que o epicness pode atingir, ele nos trouxe o nirvana nerd em forma de filme.  Joss Whedon, tu é o cara!

Juntar e fazer funcionar numa narrativa de 2 horas tantos personagens tão emblemáticos e de forma tão equilibrada não deve ter sido uma experiência fácil. Muitos brincavam que o filme dos Vingadores seria um “Tony Stark e seus amigos”, devido ao inegavel carisma e presença de tela de Downey Jr, mas Whedon conseguiu balancear a importância do Homem de Ferro até com a do (até então subaproveitado) Gavião Arqueiro e isso, meu querido leitor, é digno de nota.

Isso não significa que Tony Stark tenha perdido sua habilidade de trollar todo mundo, na realidade o Ferroso vem mais sarcástico do que nunca. Aliás, o humor é um dos grandes acertos deste filme. O diretor não deixou que o peso da marca Vingadores tornasse o filme sério demais, pontuando momentos de tensão com alívios cômicos geniais.

Espere por sequências de combate absolutamente épicas, dialogos ágeis e diversão, muita diversão. Vingadores é minha recomendação máxima!!!

Nota 10/10

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O ano é 1997. Eu, com meus 9 anos alimentava uma paixão platônica por uma loirinha colega de classe chamada Miriam. Lembro que certa vez apelei para uma simpatia que consistia (entre outras coisas) em escrever no pé direito (ou esquerdo, nem lembro mais) o nome da pessoa amada por não sei quantos dias, só sei que minha mãe acabou descobrindo meu feitiço e contou pro mundo inteiro. Desde então, nunca mais recorri a magia popular para… peraí achei a simpatia, olha que maluquice:

Escreva na sola do pé esquerdo o nome da pessoa amada e aperte no chão dizendo três vezes: Debaixo do meu pé esquerdo, te prendo xxx, te amarro xxx. e te mantenho xxx pelo poder das treze almas benditas. Que assim seja. Que voce venha me procurar em 24h, dizendo que me ama e que quer ficar pra sempre comigo. Enquanto voce não vier não irá comer, não irá dormir e nem irá ter vontade de outro homem a não ser eu. Assim seja, assim será.

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Bom, voltando a história: minha mandiga foi descoberta e eu tive que usar de outo subterfúgio para conquistar aquela menina: DESENHOS!

Fiquei craque em desenhar a minha musa e todo dia à presenteava com obras originais desenhadas e finalizadas em folhas de caderno. Me declarar é claro, não era uma opção naquela época, mas eu me contentava com aquele pouco de atenção e quem sabe, alguma admiração pelo meu trabalho.

Então James Cameron lança TITANIC, só dá a mala da Celine Dion nas rádios e todo mundo fica maluco por esse filme. Eu, metido a pequeno hipster, tentei ignorar todo o alvoroço gerado pelo longa, mas eis que minha amada começa a me pedir a desenhar o tal do navio. Contrariado, mas conformado me dediquei a reproduzir todo o terror e caos do acidente naquilo que julguei na época um desenho muito foda. Orgulhoso, entreguei meu TITANIC com aquela proa bonita pra cima, com o mar salpicado de corpos congelados esperando uma resposta emocionada daquela criança.

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Mais ou menos assim…

 E o que ela me diz? “Ahh…mas eu queria o navio ANTES do acidente”

Naquele momento, todo o amor secreto que eu nutria desapareceu e Miriam nunca mais ganhou um desenho meu.

Nos saudosos tempos da VHS, minha coleção de filmes não ultrapassava dois digitos, mas justamente por serem poucos, assitia-os quase que religiosamente, decorando todas as falas e cenas até os dias de hoje. O grande problema e principal motivador deste post é a ausência de alguns destes clássicos pessoais em DVD ou Blu-Ray no nosso país. Como recentemente foi lançado o ótimo (e até então inédito no formato) Falcão – O Campeão dos Campeões por aqui, numa edição simples porem honrada, tenho a esperança que este post possa fazer coro  junto à massa colecionista carente de alguns titulos que citarei abaixo…

Começando com uma animação que conheci nos bons tempos de Sessão da Tarde chamada…

FERNGULLY : As Aventuras de Zack e Crysta na Floresta Tropical

(Ferngully The Last Rainforest,1992)

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Com a velha trama do herói outsider que se torna campeão de um mundo que não é dele (vide Pocahontas, Dança com Lobos, AVATAR, John Carter, entre outros…), FERNGULLY foi responsavel por me tornar uma criança ecochata e politicamente correta quando o assunto é meio-ambiente, junto com uma outra animação clássica que quase ninguem conehceu…

Um Duende no Parque

(A Troll in Central Park,1994)

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Belissíma animação que eu tive em VHS há muito tempo atrás e que até agora nada, né dona Warner?!

Um Duende no Parque contava a saga de Stanley, uma criatura mágica cujo poder era tornar tudo o que tocava com seu polegar verde absurdamente fertil e florido, por sua habilidade foi exilado de seu reino natal pela vil rainha Gnorga, que tinha o toque petrificante e odiava tudo que era bonito. Ele se refugia numa gruta no Central Park, até ser descoberto por duas crianças, que ajudam Stanley a recuperar a beleza de seu antigo mundo e de toda Nova York no processo.

The Pagemaster – O Mestre da Fantasia

(The Pagemaster,1994)

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Adorava filmes live action que se misturavam com animação tradicional. Este era o caso de Pagemaster, uma espécie de História Sem Fim aonde o outro mundo era totalmente animado, com um elenco encabeçado por Macaulay Culkin e Christhopher Lloyd, o longa tinha forte influência do medieval fantástico de Tolkien que eu conheceria anos mais tarde. Não sei se o filme continua tão bom quanto há 15 anos, mas espero reve-lo um dia…

Bom, por enquanto é isso aí, se você conhece algum desses ou lembra de outro filme que você curtia muito na infância, mas nunca mais viu, comente. Quem sabe algum chefão de distribuidora passa por aqui e relança algum deles para a NOOOOOSSA ALEGRIA…

sim, meme velho, eu sei…

Reabastecendo no Posto Sol

Publicado: 15/04/2012 em ciência
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Divulgados a algumas semanas pela NASA, os registros feitos pelo SDO (Observatorio Dinâmico Solar) revelam o que parece ser uma esfera gigantesca aparentemente drenando energia do nosso astro-rei. Teorias não faltam, mas a resposta oficial por enquanto é que ninguem sabe exatamente o que rolou aí.

Seria um ufo colossal abastecendo seu tanque pra seguir viagem através do continuum espaço-tempo? Eu, assim como Fox Mulder, quero acreditar…

Cansado deste simulacro de relações digitais animadas e sustentadas por bytes de solidão, quero cheirar, sentir, tocar, quero me desconectar desta rede onipresente, habitada por avatares perfeitos, enfeitados por filtros vintage, emulando uma falsa nostalgia de tempos mais analógicos. Quero me libertar de meus usuários, libertando a eles tambem da prisão que não percebem ocupar. Mas eu sou apenas um site e nada posso fazer a respeito da minha eterna existência…Image

Há tempos acompanho os videos da violinista Lindsey Stirling, com versões cada vez mais fantásticas do cancioneiro popular nerd, mas depois do video que vi hoje, achei digno dedicar um post em sua homenagem.

Apaixone-se você tambem em 3,2,1…

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Meu primeiro contato com Lindsey se deu com um medley dos temas de Legend of Zelda. Tipo, se ela simplesmente tocasse sentada numa cadeirinha de bar, já seria bom, mas a mina se veste de Link e se perfaz como o herói do jogo enquanto dedilha vigorosamente o seu violino. Não tem como ser mais AWESOME que isso…

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Bem, na verdade tinha, e ela fez, mas eu já vou chegar lá… antes, ouça e chore com a voz de Lindsey cantando em élfico o tema da Comitiva do Anel…

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Foda,né?  Agora ouça Crystallize, não sei se é original, mas gosto muito.

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Shadows…

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E Spontaneous Me…

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Agora, o clipe mais épico (até agora) desta elfa barda de nivel 100 e carisma 20…

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Lindsey, sua linda!