Arquivo da categoria ‘TV’

Faz algum tempo que não posto por aqui. Muitas coisas aconteceram, não muitas comigo, mas no mundo, e sobre essas coisas que quero falar. (mais…)

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Ano passado, a rede Cultura adquiriu os direitos  de exibição de uma das mais cultuadas e longevas series de TV de todo o continuum espaço-tempo. Doctor Who começou como uma serie quase que educacional nos anos 60, destinada a ensinar fatos históricos e um pouco de ciência enquanto o Doutor se aventurava em algum ponto do Universo pra consertar algo que não estivesse em seu devido lugar. Aconteceu que a serie ficou tanto tempo no ar que começou a ser construida toda uma gigantesca mitologia em torno do Universo de DW, e como os episódios que faziam mais sucesso eram o que exploravam esse lado sci-fi, a serie acabou assumindo de vez esse carater fantástico. 26 temporadas mais tarde, no final de 1989, a serie deu uma parada, tendo apenas um especial para TV em 96, mas retornando mesmo com os dois pés no peito em 2005 – são as temporadas dessa retomada que  a Cultura adquiriu.

As temporadas de Doctor Who desde 2005 são divididas em 13 episódios de 40 a 45min., alem dos especiais de natal. Atualmente ela está na pausa de mid-season da 7° temporada, voltando em fevereiro (se não estou enganado).

Bom, até agora não disse os motivos, nem sobre o que exatamente é essa serie. Bora então:

Doutor (só doutor mesmo) é o ultimo sobrevivente dos Timelords, uma poderosa e bondosa raça capaz de viajar no tempo-espaço, que foi extinta do Universo, há muito tempo atrás numa guerra épica contra os impiedosos Daleks. A bordo da sua espaço-nave/maquina do tempo TARDIS, o Doutor desbrava realidades alternativas e evita apocalipses praticamente todos os dias, usando como unica arma sua inteligência (a chave de fenda sônica conta como arma algumas vezes, mas enfim…).

O que eu mais gosto em Doctor Who é a sensação de urgência que os roteristas conseguem colocar em cada episódio. As aventuras são quase sempre resolvidas no mesmo dia, mas sempre acabam em um climax absurdo e emocionante. Tudo em 45 minutos.

Outro ponto interessante é o “mundinho” da serie. Quanto mais você assiste, mais familiar você se torna com as raças, personagens e mitos da serie, colaborando em muito a apreciação de um encontro fortuito ou uma citação há algo que aconteceu muitas temporadas atrás. Apesar de aventuras episódicas, cada temporada tem seu arco maior, amarrada num roteiro coeso e instigante.

Recomendo aos novos fãs da serie iniciarem sua viagem a bordo da TARDIS a partir da segunda temporada dessa retomada, que é quando entra a melhor encarnação do Doutor de todas: David Tennant. Mas já aviso logo que é um caminho sem volta: uma vez que você comece a ver Doctor Who, você não vai querer parar…

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Correria foda nesse outubro de 2012: entre uma facultice e outra, tivemos o retorno chutador de bundas de THE WALKING DEAD, a estreia digna de ARROW – nova serie da Warner, que contará os primeiros anos de Oliver Queen como o Arqueiro Verde- alem do lançamento de um novo (e pelo que dizem, excelente) filme do 007, agora com direção do meu queridíssimo Sam Mendes (Beleza Americana).

Não comprei tantos quadrinhos nesse mês, mas sacolei o belo encadernado em capa-dura de Batman – O Filho do Demônio, uma saga clássica há tempos não republicada aqui, e altamente recomendada para os fãs da Morcega.

Ganhei da minha irmã dois livro-jogos muito roots do Ian Livingstone: A Cidade dos Ladrões e o A Cripta do Feiticeiro, a propósito: já morri nos dois!!! Mó frustração ler o negócio por horas e morrer por tentar ser bonzinho e salvar um velhinho de uma surra…

Meu TCC está estagnado, preciso terminar essa porra. O miolão já tá feito, falta só a Introdução, a Conclusão e a formatação da ABNChata.

Fora isso, tive alguns dias realmente incriveis, outros deploraveis, mas c‘est la vie

Ah sim: to com uma boa ideia pra um livro, vamos ver se vira alguma coisa 😉

Nos saudosos tempos da VHS, minha coleção de filmes não ultrapassava dois digitos, mas justamente por serem poucos, assitia-os quase que religiosamente, decorando todas as falas e cenas até os dias de hoje. O grande problema e principal motivador deste post é a ausência de alguns destes clássicos pessoais em DVD ou Blu-Ray no nosso país. Como recentemente foi lançado o ótimo (e até então inédito no formato) Falcão – O Campeão dos Campeões por aqui, numa edição simples porem honrada, tenho a esperança que este post possa fazer coro  junto à massa colecionista carente de alguns titulos que citarei abaixo…

Começando com uma animação que conheci nos bons tempos de Sessão da Tarde chamada…

FERNGULLY : As Aventuras de Zack e Crysta na Floresta Tropical

(Ferngully The Last Rainforest,1992)

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Com a velha trama do herói outsider que se torna campeão de um mundo que não é dele (vide Pocahontas, Dança com Lobos, AVATAR, John Carter, entre outros…), FERNGULLY foi responsavel por me tornar uma criança ecochata e politicamente correta quando o assunto é meio-ambiente, junto com uma outra animação clássica que quase ninguem conehceu…

Um Duende no Parque

(A Troll in Central Park,1994)

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Belissíma animação que eu tive em VHS há muito tempo atrás e que até agora nada, né dona Warner?!

Um Duende no Parque contava a saga de Stanley, uma criatura mágica cujo poder era tornar tudo o que tocava com seu polegar verde absurdamente fertil e florido, por sua habilidade foi exilado de seu reino natal pela vil rainha Gnorga, que tinha o toque petrificante e odiava tudo que era bonito. Ele se refugia numa gruta no Central Park, até ser descoberto por duas crianças, que ajudam Stanley a recuperar a beleza de seu antigo mundo e de toda Nova York no processo.

The Pagemaster – O Mestre da Fantasia

(The Pagemaster,1994)

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Adorava filmes live action que se misturavam com animação tradicional. Este era o caso de Pagemaster, uma espécie de História Sem Fim aonde o outro mundo era totalmente animado, com um elenco encabeçado por Macaulay Culkin e Christhopher Lloyd, o longa tinha forte influência do medieval fantástico de Tolkien que eu conheceria anos mais tarde. Não sei se o filme continua tão bom quanto há 15 anos, mas espero reve-lo um dia…

Bom, por enquanto é isso aí, se você conhece algum desses ou lembra de outro filme que você curtia muito na infância, mas nunca mais viu, comente. Quem sabe algum chefão de distribuidora passa por aqui e relança algum deles para a NOOOOOSSA ALEGRIA…

sim, meme velho, eu sei…

Ontem,dia 27 de março, um dos maiores clássicos do Cinema hollywoodiano completou 60 anos. Com direção de  Stanley Donen e o talento do ator Gene Kelly como coreografo e protagonista, Cantando na Chuva (1952) conta as desventuras de grandes astros do cinema-mudo tentando se adaptarem à chegada do som na indústria (sim, é o mesmo plot de O Artista, grande vencedor do Oscar 2012).

Mas o que transformou Cantando na Chuva num ícone da cultura pop foi uma cena específica que é reverenciada, citada e parodiada até os dias de hoje. O numero solo de Kelly da música-título Sing’n in the Rain representa toda a felicidade do seu personagem Don Lockwood, ao descobrir que seu amor é correspondido, uma alegria tão imensa que lhe faz cantar e dançar na chuva.

A cena original:

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Meu primeiro contato com Dançando na Chuva se deu com a interpretação do meu querido Bolaños, noótimo episódio O Show Deve Continuar da série Chapolin.

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Mais tarde, quando vi Laranja Mecanica pela primeira vez, Kubrick deu um novo sentido à alegria da música com uma sádica versão, numa das cenas mais marcantes de seu clássico (clique no link abaixo – NSFW)

http://www.dailymotion.com/embed/video/x3x478

E pra não fechar este post nesse climão kubrikiano, toma aí uma versão ao vivo do COLDPLAY…

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BONUS: Gene Kelly no Muppet Show

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É só isso mesmo!

Sobre LOST

Publicado: 31/05/2010 em TV

Já faz um tempo em que não posto aqui. Bom, as estreias das ultimas semanas não foram boas e eu não fui para o cinema desde Iron Man 2, mas algo especial aconteceu neste meio tempo: o fim de LOST.

Fanático desde o maravilhoso piloto, todos os mistérios e personagens de LOST me acompanharam durante seis anos de vida, me fazendo rir, chorar e mais importante: pensar. Muito mais do que uma série de TV, LOST foi para mim e para milhões de fãs devotados uma verdadeira experiência filosófica, metafísica e até porque não dizer religiosa. LOST pode ser apreciado é claro como puro entretenimento pelo telespectador passivo, mas certamente muito de seu valor será perdido. LOST é uma série de detalhes, de conexões subliminares e associações, sejam elas literárias, mitológicas ou cientificas. Seu derradeiro episódio final pode ser interpretado de diversas formas e foi odiado por muitos de seus fãs mais xiitas, mas eu já não esperava uma resposta cientifica há muito tempo. Achei seu desfecho digno e emocionante, a altura da importancia que LOST teve para as series da TV americana.