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Sem exageros, 17 de junho de 2013 foi um dia histórico. Ontem milhares ecoaram a insatisfação de milhões. Ontem não havia mídia que pudesse mascarar, nem PMs o suficiente para deter o mar de brasileiros nas principais avenidas de todo o país. Ontem nos fizemos ouvir, alto e claro, que o Brasil não é a maravilha que a Fifa e o Governo querem vender para o resto do mundo. Ontem gritamos por tudo porque precisamos de tudo.  Nessa Copa o mundo saberá que país é esse…

Estudantes fazem protesto pela Av. Rio Branco contra o aumento das passagens.

Antes que o mundo acabe…

Publicado: 20/12/2012 em cinema, games, vida
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Bom, mais de um mês sem atualizações, acumulei algumas coisas pra registrar aqui.

1° Meu TCC sobre quadrinhos

Gostei do resultado final e tambem de todo o caminho até chegar nele. Se você tiver interesse em dar uma lida, eu publiquei ele lá no Guia dos Quadrinhos (link AQUI). Foi legal apresenta-lo, apesar do tempo curto (só tive 5 minutos), aparentemente o pessoal gostou do meu resumo apressado. Como já havia dito em outro post, seria legal me tornar um estudioso profissional na área das HQs, vou fazer algum esforço nesse sentido… tentar um mestrado ano que vem, talvez?

2° Saudades da faculdade

Não sou muito de sair, nao me sinto bem em festas e baladas. Por essa razão, a faculdade era um modo de forçar essa socialização offline. Lá fiz alguns amigos e vivi uma bela história de amor, cujas lembranças e promessas levarei pra sempre comigo. Sinto falta da rotina, das pequenas coisas… do bolinho caipira, dos seus sorrisos, das conversas bobas… É disso que tenho saudades…

3° O HOBBIT

Muita gente ta falando que o filme é longo, arrastado… bom, por mim poderia ter 6 horas. Peter Jackson ama o universo fantástico criado por Tolkien e o resultado disso na adaptação do melhor livro do cara é puro amor em 48 quadros por segundo (embora até agora só tenha visto em 24, mas ainda vou conferir isso aê). Já vi duas vezes até agora e, putaquepariu, obrigado a todos os envolvidos!!!

4° Wii-U

Testei o novo video-game da Nintendo, e caras… é divertido demais!!! Os gráficos não mudaram muito em relação ao Wii, mas o jeito de jogar melhorou em muito com a adição de um pad – a primeira vista, estranho – que permite a você ferrar todos os seus amigos no Multiplayer. Falem o que quiserem da Nintendo, mas uma coisa não se pode negar: de diversão aqueles japoneses entendem!!!

5° Um romance inesperado

Aconteceu que, no final de dezembro, surgiu em minha vida uma bela garota que, mesmo absurdamente longe, faz minhas noites e meu coração mais felizes.

6° Fim do Mundo

#ficaadica

Correria foda nesse outubro de 2012: entre uma facultice e outra, tivemos o retorno chutador de bundas de THE WALKING DEAD, a estreia digna de ARROW – nova serie da Warner, que contará os primeiros anos de Oliver Queen como o Arqueiro Verde- alem do lançamento de um novo (e pelo que dizem, excelente) filme do 007, agora com direção do meu queridíssimo Sam Mendes (Beleza Americana).

Não comprei tantos quadrinhos nesse mês, mas sacolei o belo encadernado em capa-dura de Batman – O Filho do Demônio, uma saga clássica há tempos não republicada aqui, e altamente recomendada para os fãs da Morcega.

Ganhei da minha irmã dois livro-jogos muito roots do Ian Livingstone: A Cidade dos Ladrões e o A Cripta do Feiticeiro, a propósito: já morri nos dois!!! Mó frustração ler o negócio por horas e morrer por tentar ser bonzinho e salvar um velhinho de uma surra…

Meu TCC está estagnado, preciso terminar essa porra. O miolão já tá feito, falta só a Introdução, a Conclusão e a formatação da ABNChata.

Fora isso, tive alguns dias realmente incriveis, outros deploraveis, mas c‘est la vie

Ah sim: to com uma boa ideia pra um livro, vamos ver se vira alguma coisa 😉

=)

Publicado: 22/09/2012 em cinema, vida
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Agosto (por enquanto)

Publicado: 19/08/2012 em besteiras, cinema, HQs, vida

O retorno à facul faz com que o tempo volte a correr como Usain Bolt, me forçando a iniciar a  produção propriamente dita do famigerado TCC sobre quadrinhos. Quanto aos estágios obrigatórios… acho que vou deixar pro ano que vem mesmo.

Não fui pro cinema desde o RISES, acho que agora só na estreia do já clássico MERCENARIOS 2 na sexta que vem.

Sobre o reboot da DC no Brasil, é dificil ter um mix com todas as histórias boas, o que chega mais perto disso é DARK (com as revistas Justice League Dark , Swamp Thing , Animal Man , Resurrection Man e I Vampire) e Lanterna Verde (cujo reboot não aconteceu de fato), tambem curti o inicio desse arco da Corte das Corujas (que salva o mix mensal do Batman), e tô acopanhando a do SUPERMAN, que até agora não emploga, mas tambem não desanima a ponto de largar.

Pelo lado MARVEL da força, li o arco ULTIMATE FALLOUT, publicada parcialmente na revista ULTIMATE MARVEL #25, com a trágica morte do jovem Peter Parker do universo Ultimate num duelo contra seu arqui-rival, o Duende Verde. Após o fim de Parker, entrará em cena Miles Morales, o novo Homem-Aranha, cujas primeiras aventuras devem ser publicadas aqui no Brasil já em setembro desse ano…

Por ora é isso, bom, não SÓ isso… tem muitas questões passando na minha cabeça agora alem da cultura pop, mas deixo isso para os próximos posts com versinhos enigmáticos e contos metafóricos para evitar futuras complicações.

Câmbio, desligo!

James Holmes tem a minha idade, é estudante universitário e tambem deve ser um grande fã de quadrinhos. As razões que o levaram a fazer o que fez nos primeiros minutos da ultima sexta, dia 20 de julho de 2012 talvez jamais saibamos. O fato é que não existe um único agente motivador que o tenha inspirado a cometer tal barbarie: em tais casos é sempre tentador culpar a mídia (e somente ela) envolta na cena do crime do que a realidade (ou não) na qual vive o mais novo assassino da vez.

O triste episódio ocorrido na cidade de Denver dá continuidade a um padrão de atentados que acontecem com cada vez maior frequência em todos os cantos do mundo: jovens frustrados ou vingativos descontando sua fúria na sociedade.  Simplesmente condena-los como ações de monstruosa psicopatia só colabora para que não nos sintamos culpados em relação a nosso próprio instinto de violência, mascarando nosso potencial de repetir um ato homicida.

A fim de saciar nossa natureza agressiva, a indústria do entretenimento nos ajuda através dos games, cinema e esportes a dar vazão a nossos impulsos mais destrutivos e primais através da simulação. O que acontece é que a simulação é tão presente em nosso cotidiano, que já não diferenciamos a realidade com a hiper-realidade – ou  Mundo-Cópia, como sugere Baudrillard em Simulacro e Simulação.

A super-exposição da violência real ou simulada, nos desensibiliza a tal ponto que os presentes naquela sessão em Denver demoraram a reagir aos tiros pensando se tratar de alguma ação viral – prática atualmente muito comum no ramo do entretenimento cinematográfico. A mesma super-exposição certamente colaborou para que James tratasse seu crime como uma encenação – que o fez com toda teatralidade possivel com suas armas, máscara e declarações fantasiosas.

Naturalmente nenhum argumento filosófico ou sociológico isenta um homem de um crime dessa magnetude. Provavelmente ele o pagará com a própria vida, que é como costuma proceder a lei americana em casos tão extremados como esse. O perigo está em tratá-lo como um incidente isolado sem relação com o modo como vivemos e lidamos com nossa propria violência…

E citando o Coringa em A Piada Mortal, de Alan Moore:

Só é preciso um dia ruim pra reduzir o mais são dos homens a um lunático. É essa a distância que me separa do mundo. Apenas um dia ruim.

Dia desses tava de bobeira numa livraria da vida quando vi um livro cujo título me chamou atenção: Religião Para Ateus, de um tal Alain de Botton – um filosófo famoso por seu discurso quase terapêutico para consolar corações aflitos da chamada sociedade secular. Uma rápida folheada no livro mostrou não se tratar de um tipo de “auto-ajuda” na seção errada da loja, mas sim um discurso filosófico que reconhece os acertos das religiões para acalentar a alma humana e tenta transporta-los para o pensamento ateísta.

Levei o livro e o devorei em questão de horas, mas não me basta ler, quero comentar aqui alguns aspectos que fizeram  repensar alguns conceitos que carregava comigo:

O primeiro e mais importante deles é a não-isenção do ateu com os problemas existênciais inerentes a condição humana. A não-crença num suposto after-life não implica invulnerabilidade emocional em relação às grandes questões por parte do ateu, pelo contrário: não crer em respostas inquestionaveis para as aflições e os mistérios da vida faz com que busquemos consolo e momentos de “iluminação” na literatura, nas artes e no outro. Ela não vem pronta e embalada para consumo, nossas respostas (se é que elas existem) levam toda uma vida para serem encontradas e entendidas, ou nem isso. É preciso dedicar um bom tempo da nossa existência num esforço consciente de tentar significa-la para se colher algum fruto ao fim da mesma. O mesmo tempo gasto por um fiel em cultos e leitura das suas sagradas escrituras deveria tambem o ateu despreender com o mesmo fervor ao estudo e ao debate dos grandes pensadores da nossa história, a fim de se estabelecer uma base sólida de conceitos e conselhos tão uteis como qualquer evangelho.

A tolerância com a fé alheia é outro ponto que me agradou muito na leitura deste livro. Diferente do menosprezo de um Richard Dawkins – por exemplo, Alain de Botton demonstra um reconhecimento do bem que as religiões fazem a condição humana. Identificados tais pontos, o filosofo tenta traze-los a realidade ateísta. Sua comparação inicial que achei muito válida é a de comparar a religião com um buffet no qual você não precisa comer tudo que está sendo servido: escolha aquilo que melhor lhe agradar e bon appetit.

Concluindo:  gostei muito de Religião para Ateus e irei atrás de outros títulos de Alain de Botton. O próximo talvez seja Ensaios De Amor, porque né?!

Pois é, terça agora é  ontem foi dia dos namorados e eu continuo membro cativo do Lonely Hearts Club Band. E como já é tradição neste blog (e na minha vida) aproveito o ensejo para lamentar a solidão de ser um cara extremamente   romantico but  sem nenhuma habilidade social para sustentar uma relação amorosa com outro ser consciente.

Porem,  neste ano meu lamento é um pouco forçado o mesmo,senão maior uma vez que não estou completamente desolado por um chute na bunda (como costuma acontecer com assombrosa frequência nesta época do ano) ou  perdido de amores por uma transeunte mais jeitosa que ousa olhar pra mim. Se trata de uma melancolia mais comercial do que existencial, provocada pelo zeitgeist deste começo de inverno ou talvez a simples resignação da minha condição forever alonística

Sei lá, só sei que não estou tão mal como costumo ficar e que acho isso bom péssimo (não que precise continuar assim…). Bom, pra não perder o costume, chore aí um pouquinho muito com Elton John e Downey Jr e seja feliz!

A primeira obssessão nerd que tenho lembrança era o meu grande amor pelos dinossauros. Com 6 anos de idade, já sabia de cor e salteado nomes e caracteristicas de dezenas de especimes de vários períodos pre-históricos. Toda essa cultura  jurássica estava muito em voga nos anos 90, em grande parte pelo lançamento do (ainda impressionante) Parque dos Dinossauros, do Spielberg. Junto com o filme vieram livros, albuns, desenhos e bonecos, que me abasteceram de informações sobre o assunto.

Eu já tinha minha coleção de dinossauros de borracha, mas meu colega de classe Wallace (lembro até hoje do nome desse infeliz) possuia um belo exemplar de Triceratops, uma das minhas especies favoritas e ainda ausentes em meu acervo…

Antes de prosseguir a história, quero salientar que enquanto garoto juvenil, sofria de um mal hoje conhecido como cleptomania e o meu principal (e único) alvo eram os brinquedos desse Wallace. A desculpa que dava pra minha mãe era que eu ganhava os bonecos dele (um por semana), mas nunca soube mentir direito e aí estava a minha fraqueza.

Lembro que certo dia a oportunidade de ouro aconteceu: estavamos em fila indiana e, posicionado estratégicamente atrás da minha vitima, abri sua mochila e subtraí incógnito aquele belo triceratops de seu inventário como um ninja silencioso.

Este foi o último grande assalto bem-sucedido de minha vida. Umas duas semanas depois (sim, eu era um ladrão compulsivo) fui desmascarado pela minha mãe na frente de todos os meus amigos ao tentar roubar uma  outra miniatura do mesmo garoto. Foi uma queda humilhante para um ladino promissor e desde então nunca mais roubei dinossauros alheios…

O ano é 1997. Eu, com meus 9 anos alimentava uma paixão platônica por uma loirinha colega de classe chamada Miriam. Lembro que certa vez apelei para uma simpatia que consistia (entre outras coisas) em escrever no pé direito (ou esquerdo, nem lembro mais) o nome da pessoa amada por não sei quantos dias, só sei que minha mãe acabou descobrindo meu feitiço e contou pro mundo inteiro. Desde então, nunca mais recorri a magia popular para… peraí achei a simpatia, olha que maluquice:

Escreva na sola do pé esquerdo o nome da pessoa amada e aperte no chão dizendo três vezes: Debaixo do meu pé esquerdo, te prendo xxx, te amarro xxx. e te mantenho xxx pelo poder das treze almas benditas. Que assim seja. Que voce venha me procurar em 24h, dizendo que me ama e que quer ficar pra sempre comigo. Enquanto voce não vier não irá comer, não irá dormir e nem irá ter vontade de outro homem a não ser eu. Assim seja, assim será.

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Bom, voltando a história: minha mandiga foi descoberta e eu tive que usar de outo subterfúgio para conquistar aquela menina: DESENHOS!

Fiquei craque em desenhar a minha musa e todo dia à presenteava com obras originais desenhadas e finalizadas em folhas de caderno. Me declarar é claro, não era uma opção naquela época, mas eu me contentava com aquele pouco de atenção e quem sabe, alguma admiração pelo meu trabalho.

Então James Cameron lança TITANIC, só dá a mala da Celine Dion nas rádios e todo mundo fica maluco por esse filme. Eu, metido a pequeno hipster, tentei ignorar todo o alvoroço gerado pelo longa, mas eis que minha amada começa a me pedir a desenhar o tal do navio. Contrariado, mas conformado me dediquei a reproduzir todo o terror e caos do acidente naquilo que julguei na época um desenho muito foda. Orgulhoso, entreguei meu TITANIC com aquela proa bonita pra cima, com o mar salpicado de corpos congelados esperando uma resposta emocionada daquela criança.

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Mais ou menos assim…

 E o que ela me diz? “Ahh…mas eu queria o navio ANTES do acidente”

Naquele momento, todo o amor secreto que eu nutria desapareceu e Miriam nunca mais ganhou um desenho meu.