Arquivo de julho, 2012

Like a Dog Chasing Cars

Publicado: 30/07/2012 em besteiras, HQs
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A seguir, um video tosco que fiz ontem, na empolgação pré-TDKR…

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Obrigado Nolan!!!

Publicado: 29/07/2012 em Sem categoria

Obrigado pela coragem de dizer adeus, de mostrar que nossos heróis falham, envelhecem e morrem, mas que o mito é imortal. Agradeço por me fazer embarcar mais uma vez no caos e terror absoluto e ainda assim resguardar a esperança do retorno de nosso messias encapuzado. Por nos lembrar que todos podemos ser heróis ou vilões, que somos aquilo que fazemos de nossa vida e que nossas ações ecoam por gerações.

Obrigado por nos lembrar por que caímos…

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Critica de O Cavaleiro das Trevas Ressurge em breve…

Desaprendendo a Voar

Publicado: 26/07/2012 em contos

Aconteceu uma vez, e somente uma vez, o nascimento de um Menino que podia voar. Antes de dar os primeiros passos, o Menino flutuava baixo por cima do carpete da casa. Sua mãe o considerava um milagre divino, mas seu pai, um sinal demoníaco. Seu dom/maldição gerou muitas brigas na família, até que a mãe adoeceu e morreu, deixando o menino que voava aos cuidados de um Homem sem carinho.

Para que não escapasse como um passarinho, o Homem o deixava amarrado no sofá vendo TV o dia inteiro enquanto bebia sua inacabável garrafa de uísque. Alguns anos depois, o Menino se tornou Garoto e tinha que ir pra escola. A fim de mante-lo no chão, o Homem lhe fez pesadas botas de ferro com grandes cadeados cujas chaves foram destruídas de imediato. Tão pesadas eram que forçavam o garoto a arrastar os pés para andar – como andavam o resto do mundo.

O tempo passou e o Garoto se tornou Homem, um dedicado trabalhador numa pequena loja de cadeados. Não demorou muito para que o Homem forjasse as chaves que lhe dariam a liberdade de voltar a voar. Assim que destrancou os cadeados, o Homem subiu até o alto do prédio mais alto da cidade, foi até a beira e saltou. 

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E caiu

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E caiu

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E caiu

James Holmes tem a minha idade, é estudante universitário e tambem deve ser um grande fã de quadrinhos. As razões que o levaram a fazer o que fez nos primeiros minutos da ultima sexta, dia 20 de julho de 2012 talvez jamais saibamos. O fato é que não existe um único agente motivador que o tenha inspirado a cometer tal barbarie: em tais casos é sempre tentador culpar a mídia (e somente ela) envolta na cena do crime do que a realidade (ou não) na qual vive o mais novo assassino da vez.

O triste episódio ocorrido na cidade de Denver dá continuidade a um padrão de atentados que acontecem com cada vez maior frequência em todos os cantos do mundo: jovens frustrados ou vingativos descontando sua fúria na sociedade.  Simplesmente condena-los como ações de monstruosa psicopatia só colabora para que não nos sintamos culpados em relação a nosso próprio instinto de violência, mascarando nosso potencial de repetir um ato homicida.

A fim de saciar nossa natureza agressiva, a indústria do entretenimento nos ajuda através dos games, cinema e esportes a dar vazão a nossos impulsos mais destrutivos e primais através da simulação. O que acontece é que a simulação é tão presente em nosso cotidiano, que já não diferenciamos a realidade com a hiper-realidade – ou  Mundo-Cópia, como sugere Baudrillard em Simulacro e Simulação.

A super-exposição da violência real ou simulada, nos desensibiliza a tal ponto que os presentes naquela sessão em Denver demoraram a reagir aos tiros pensando se tratar de alguma ação viral – prática atualmente muito comum no ramo do entretenimento cinematográfico. A mesma super-exposição certamente colaborou para que James tratasse seu crime como uma encenação – que o fez com toda teatralidade possivel com suas armas, máscara e declarações fantasiosas.

Naturalmente nenhum argumento filosófico ou sociológico isenta um homem de um crime dessa magnetude. Provavelmente ele o pagará com a própria vida, que é como costuma proceder a lei americana em casos tão extremados como esse. O perigo está em tratá-lo como um incidente isolado sem relação com o modo como vivemos e lidamos com nossa propria violência…

E citando o Coringa em A Piada Mortal, de Alan Moore:

Só é preciso um dia ruim pra reduzir o mais são dos homens a um lunático. É essa a distância que me separa do mundo. Apenas um dia ruim.

Dia desses tava de bobeira numa livraria da vida quando vi um livro cujo título me chamou atenção: Religião Para Ateus, de um tal Alain de Botton – um filosófo famoso por seu discurso quase terapêutico para consolar corações aflitos da chamada sociedade secular. Uma rápida folheada no livro mostrou não se tratar de um tipo de “auto-ajuda” na seção errada da loja, mas sim um discurso filosófico que reconhece os acertos das religiões para acalentar a alma humana e tenta transporta-los para o pensamento ateísta.

Levei o livro e o devorei em questão de horas, mas não me basta ler, quero comentar aqui alguns aspectos que fizeram  repensar alguns conceitos que carregava comigo:

O primeiro e mais importante deles é a não-isenção do ateu com os problemas existênciais inerentes a condição humana. A não-crença num suposto after-life não implica invulnerabilidade emocional em relação às grandes questões por parte do ateu, pelo contrário: não crer em respostas inquestionaveis para as aflições e os mistérios da vida faz com que busquemos consolo e momentos de “iluminação” na literatura, nas artes e no outro. Ela não vem pronta e embalada para consumo, nossas respostas (se é que elas existem) levam toda uma vida para serem encontradas e entendidas, ou nem isso. É preciso dedicar um bom tempo da nossa existência num esforço consciente de tentar significa-la para se colher algum fruto ao fim da mesma. O mesmo tempo gasto por um fiel em cultos e leitura das suas sagradas escrituras deveria tambem o ateu despreender com o mesmo fervor ao estudo e ao debate dos grandes pensadores da nossa história, a fim de se estabelecer uma base sólida de conceitos e conselhos tão uteis como qualquer evangelho.

A tolerância com a fé alheia é outro ponto que me agradou muito na leitura deste livro. Diferente do menosprezo de um Richard Dawkins – por exemplo, Alain de Botton demonstra um reconhecimento do bem que as religiões fazem a condição humana. Identificados tais pontos, o filosofo tenta traze-los a realidade ateísta. Sua comparação inicial que achei muito válida é a de comparar a religião com um buffet no qual você não precisa comer tudo que está sendo servido: escolha aquilo que melhor lhe agradar e bon appetit.

Concluindo:  gostei muito de Religião para Ateus e irei atrás de outros títulos de Alain de Botton. O próximo talvez seja Ensaios De Amor, porque né?!

Que decepção…

Gostei tanto de 500 dias com ela que estava seguro que o reboot estaria em boas mãos.O elenco estava melhor, os trailers emplogantes e até a primeira metade do longa em si tudo estava lindo. Então vieram as trevas e o filme começou a me deixar com raiva, com muita raiva…

Antes de começar a descascar o filme, deixa eu listar o que gostei:

– O Peter malemolente, de várzea, pé descalço muito melhor que o looser do Tobey Maguire;

– A linda da Emma Stone fazendo uma apaixonante Gwen Stacy;

– Todo o amor pueril entre os dois.

Marc Webb sabe contar um romance de forma honesta e contemporânea e é disso que se trata a primeira parte do filme: de relações inter-pessoais, construção de personagens e suas motivações.Ok, tô curtindo até aí, mas do meio pro final, parece que o produtor Avi Arad chutou a bunda do Webb e resolveu brincar de diretor e o resultado foi um chute no saco e no cerebro deste fanboy que vos escreve…

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Meu, é tanta coincidência conveniente, tanta solução Deus Ex Machina, tanta merda, mas tanta que dei graças quando o filme acabou (e olha que eu sou ateu). Tô puto com esse filme, espero que não dê grana e os direitos voltem pra MARVEL. No aguardo do próximo reboot…

Nota: 6,5/10

Então, em 1964, um físico muito foda conhecido como Seu Higgs deduziu que talvez existisse algo que mantesse TUDO que existe em seu lugar, o que fariam as coisas serem o que são da forma como são.  Os seus amigos cientistas pagaram pau pra ideia  e começaram a chama-la de bóson de Higgs (à propósito, bóson é o  nome que os cientistas dão pra certas partículas que acham dentro do nucleo do átomo – átomo, como vocês devem lembrar em Os Cavaleiros dos Zodíacos são as peças de Lego que formam tudo que vemos e não vemos).

Bom, esse bóson teoricamente funcionaria como uma super-cola universal que permeia e sustenta a natureza. Numa outra referencia nerd, quem lembra da explicação dada ao AT-Field em End of Evangelion?  Quando Lilith vai fazendo a limpa na humanidade, desfazendo o campo AT  de geral e transformando tudo em um imenso oceano de Tang laranja no final? Então, na série o AT-Field funcionaria como essa “cola” que separa eu de você, desse monitor e de tudo mais que existe.

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Se você não viu Evangelion ainda (o que é uma vergonha!), deve ter se perdido um pouco, mas é uma analogia surtada pra entender o conceito.

Voltando a história:  muito foi escrito e estudado sobre o tal bóson de Higgs, até que um pessoal aí construiu um corredor circular gigantesco (mas gigantesco pra porra) pra fazer dois protons se chocarem numa velocidade absurda só pra ver se a teoria do seu Higgs era às vera ou não.

Enterrado entre a Suíça e a França, esse corredor vem chocando partículas desde 2010, mas apenas ontem foi anunciado com 99,8% de certeza  que o seu Higgs tinha razão, afinal: esse bóson (ou algo muito semelhante ao que se esperava dele) existe!

Outra coisa: essa parada de ficar chamando o Bóson de Higgs de Particula de Deus não tem nada a ver. Na real o que aconteceu foi o seguinte: Nos anos 90, um premiado cientista chamado  Leo Lederman resolveu que seria legal mais pessoas conhecerem esse bóson batuta e escreveu o livro  “The Goddamn Particle” (algo como ” ô particula maldita!!!”). Mas o seu editor, muito do filho da puta resolveu que o nome do livro poderia insultar alguns fiéis e teve a GENIAL sacada de mudar o título para “The God Particle” ( A Partícula de Deus).  Aconteceu que o livro foi um sucesso e o bóson de Higgs ficou famoso por essa alcunha zoada. Parabens, champs!!!

Bom, o que eu sei é isso. Devo ter escrito alguma merda, mas em essência é isso aí (eu acho). Sintam-se a vontade pra me corrigirem e tals. Espero ter ajudado a esclarecer mais do que confundido…

UPDATE:  Depois de ouvir o nerdcast #324 sobre o Bóson de Higgs, desaprendi o pouco que achava que sabia. Aos interessados, recomendo que escutem o podcast pra terem uma ideia da complexidade desse tema, clicando AQUI.

Meu junho e planos pra julho

Publicado: 01/07/2012 em Sem categoria
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Hoje começa julho, daqui a pouco é natal e tals. O tempo costuma voar, mas esse ano ele  tá de sacanagem comigo. Coisas boas e inesperadas aconteceram no último mês, como minha volta ao RPG de mesa, as noites de jogatina gamística com os amigos e um desdobramento deveras interessante de uma não tão velha, mas valiosa amizade (obrigado por isso, Zuckerberg!).

Pra esse mês agora, alem de manter os ritos sociais (ou não) estabelecidos, terei 2 dos filmes mais esperados do ano pra ver (O Cavaleiro das Trevas Ressurge  e O Espetacular Homem-Aranha), um mega-evento de anime pra ir (talvez…) e continuar as pesquisas para o meu TCC: Educação em Quadrinhos (gostaram do nome?).

Ah sim, nesse mês vou trabalhar mais dias na locadora. O plano inicial é dar um upgrade no meu guarda-roupa, mas a tentação em torrar com HQs, DVDs e action figures é sempre um obstaculo (ainda mais em mês de ANIME FRIENDS). Veremos se terei sorte em minha missão…

ImageE lá se foram meus dinheiros…

Acho que por enquanto é isso. That’s all folks!!!