Arquivo da categoria ‘livros’

Correria foda nesse outubro de 2012: entre uma facultice e outra, tivemos o retorno chutador de bundas de THE WALKING DEAD, a estreia digna de ARROW – nova serie da Warner, que contará os primeiros anos de Oliver Queen como o Arqueiro Verde- alem do lançamento de um novo (e pelo que dizem, excelente) filme do 007, agora com direção do meu queridíssimo Sam Mendes (Beleza Americana).

Não comprei tantos quadrinhos nesse mês, mas sacolei o belo encadernado em capa-dura de Batman – O Filho do Demônio, uma saga clássica há tempos não republicada aqui, e altamente recomendada para os fãs da Morcega.

Ganhei da minha irmã dois livro-jogos muito roots do Ian Livingstone: A Cidade dos Ladrões e o A Cripta do Feiticeiro, a propósito: já morri nos dois!!! Mó frustração ler o negócio por horas e morrer por tentar ser bonzinho e salvar um velhinho de uma surra…

Meu TCC está estagnado, preciso terminar essa porra. O miolão já tá feito, falta só a Introdução, a Conclusão e a formatação da ABNChata.

Fora isso, tive alguns dias realmente incriveis, outros deploraveis, mas c‘est la vie

Ah sim: to com uma boa ideia pra um livro, vamos ver se vira alguma coisa 😉

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Dia desses tava de bobeira numa livraria da vida quando vi um livro cujo título me chamou atenção: Religião Para Ateus, de um tal Alain de Botton – um filosófo famoso por seu discurso quase terapêutico para consolar corações aflitos da chamada sociedade secular. Uma rápida folheada no livro mostrou não se tratar de um tipo de “auto-ajuda” na seção errada da loja, mas sim um discurso filosófico que reconhece os acertos das religiões para acalentar a alma humana e tenta transporta-los para o pensamento ateísta.

Levei o livro e o devorei em questão de horas, mas não me basta ler, quero comentar aqui alguns aspectos que fizeram  repensar alguns conceitos que carregava comigo:

O primeiro e mais importante deles é a não-isenção do ateu com os problemas existênciais inerentes a condição humana. A não-crença num suposto after-life não implica invulnerabilidade emocional em relação às grandes questões por parte do ateu, pelo contrário: não crer em respostas inquestionaveis para as aflições e os mistérios da vida faz com que busquemos consolo e momentos de “iluminação” na literatura, nas artes e no outro. Ela não vem pronta e embalada para consumo, nossas respostas (se é que elas existem) levam toda uma vida para serem encontradas e entendidas, ou nem isso. É preciso dedicar um bom tempo da nossa existência num esforço consciente de tentar significa-la para se colher algum fruto ao fim da mesma. O mesmo tempo gasto por um fiel em cultos e leitura das suas sagradas escrituras deveria tambem o ateu despreender com o mesmo fervor ao estudo e ao debate dos grandes pensadores da nossa história, a fim de se estabelecer uma base sólida de conceitos e conselhos tão uteis como qualquer evangelho.

A tolerância com a fé alheia é outro ponto que me agradou muito na leitura deste livro. Diferente do menosprezo de um Richard Dawkins – por exemplo, Alain de Botton demonstra um reconhecimento do bem que as religiões fazem a condição humana. Identificados tais pontos, o filosofo tenta traze-los a realidade ateísta. Sua comparação inicial que achei muito válida é a de comparar a religião com um buffet no qual você não precisa comer tudo que está sendo servido: escolha aquilo que melhor lhe agradar e bon appetit.

Concluindo:  gostei muito de Religião para Ateus e irei atrás de outros títulos de Alain de Botton. O próximo talvez seja Ensaios De Amor, porque né?!

Influenciado pelo (excelente) podcast Matando Robos Gigantes, comprei nesta semana o livro Jogador Numero 1, escrito pelo roteirista do hilário (e até hoje inédito no Brasil) filme Fanboys, Ernest Cline.

De longe, Jogador Numero 1 é o livro mais agressivamente nerd que eu já li. Usando a cultura pop dos anos 80 como ferramenta narrativa, o autor usa de infinitas referências para construir a saga de Perzival, um garoto fudido num futuro distópico, cuja única valvula de escape é a imersão em um complexo Universo Virtual conhecido como OASIS, que acabou por se tornar um simulacro de universos compartilhados por bilhões de pessoas, que preferem desenvolver suas relações pessoais e profissionais em ambiente online ao invés do real.Um fato inesperado faz com que Perzival e todos os outros jogadores vasculhem os mundos e dimensões em busca do EASTER EGG do criador do game que dará ao vencedor o poder de mudar o mundo real e virtual. Para ter sucesso nesta empreitada, é necessário que os caçadores vasculhem de cabo a rabo todos os filmes, series, bandas e games favoritos e obscuros que fizeram a infância e a juventude de seu criador (passada no auge dos anos 80), tornando necessário aos jogadores conhecerem a fundo o cenário pop daquele tempo.

Divertido e Agil, Jogador Numero 1 é a minha recomendação literária do mês. Nota :8/10

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E lá se foi janeiro. Li,vi e ouvi muita coisa boa neste primeiro mês do ultimo ano de nossas vidas, entre elas destaco uma graphic novel sensacional,um clássico desconhecido da literatura e um remake muito melhor que o original. Bora lá?

Daytripper

Há muito ouço falar dos trabalhos dos irmãos Fabio Moon e Gabriel Bá, dois quadrinistas paulistanos que em 2010 publicaram uma premiada série, lançada a pouco tempo pelo selo Panini Books aqui no Brasil, estou falando (como você já deve suspeitar pelo subtitulo acima) de Daytripper.

Daytripper conta a vida e a obra de Bras de Oliveira Domingos, um escritor de obituários que almeja um dia começar a sua vida “de verdade”. Um quadrinho que vai te trazer algumas reflexões sobre a fragilidade e a beleza da vida, e que nos belos traços e ágil roteiro dos irmãos Fabio e Gabriel ficarão marcados na sua memória por um tempo.

Aqui no brasil ele foi lançado em duas edições: uma edição para fidalgos em capa dura, disponivel em livrarias e comic-shops por uma média de R$50,00 e uma edição economica, mas igualmente completa, vendida nas bancas por R$23,90. Vale muito a pena!

Fahrenheit 451

Estava eu de boa numa livraria daqui de Sorocaba, quando começo um animado papo sobre quadrinhos com um vendedor. Eis que  pergunto ao nobre comerciante sobre a graphic novel de Fahrenheit 451, e me espanto ao descobrir que na realidade a HQ era baseada num livro de 1953, que acabei por comprar e devorar num espaço de dois dias.

Imagine um mundo onde todos os livros são proibidos, a midia de massa evoluiu a tal ponto que as telas de TV são verdadeiras paredes que aprisionam o telespectador num simulacro de vida, conversações são cada vez mais raras  e até o simples ato de pensar é visto com medo e respondido com violência (e fogo) pelas autoridades. É neste futuro distópico que o americano Ray Bradbury cria sua visionária trama com incontaveis pararelos  com a nosso atual estilo de vida, cada dia mais impessoal, massificado e vigiado por centenas de minorias que se sentem ofendidas ao menor sinal de pensamento critico. Leia,leia,leia!

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Pra fechar minhas recomendações mensais, o novo filme de David Fincher, baseado na trilogia do escritor Stieg Larsson, consegue superar com folga a adaptação sueca de 2009, tanto em ritmo quanto em atuações fortes. Uma intricada história de investigação com desdobramentos imprevisiveis. Um filme claustrofóbico, cerebral e imperdivel. Nota 9/10.

Abaixo a incrivel e estilosa abertura deste filmaço!

Oi.

Minhas férias enfim começaram: sem Exames, DP’s ou pendências (pelo menos no campo acadêmico), estaria teoricamente livre para colocar meus filmes, games, livros e amizades em dia, porem eis que eu ganho um segundo trabalho. Sim, senhores: eu, o vagabundo master tenho agora dois empregos, quer dizer, estão mais pra bicos, anyway…

Penso em começar a dar aulas a partir do próximo semestre, como professor substituto de fundamental, só pra ir pegando as manhas e começar a aplicar algumas idéias que venho pensando ultimamente. Também já escolhi o tema do meu TCC: Roleplaying Game e a Pedagogia da Imaginação, será épico!

Falando em RPG, recentemente adquiri meu primeiro livro de WoD: o próprio Mundo das Trevas, livro básico do Sistema Storytelling e cara, é muito, muito bom! Não é um livro cheio de regras, tabelas e equações malucas, é um guia de ambientação para criar aventuras de horror e suspense a la Lovecraft. Pretendo montar uma mesa em breve. Inscrições abertas…

Dia desses,  fui assistir X-Men First Class. Todos sabem o quão desanimado fiquei com THOR. Well, mesmo sabendo do retorno de Brian Singer à produção e da direção de Matthew Vaungh, o hype não me pegou: achei os posters fracos, trailers animadinhos demais, mas eis que ele estreia e BANG: todos começaram a falar do quanto o filme é foda, e a critica começou a me empolgar. As expectativas subiram lá no espaço e First Class chegou junto.  O filme é putaqueparivelmente perfeito: não como um filme de supers, mas como filme mesmo, TOP3 fácil na minha lista de adaptações cinematográficas de HQs. X-Men First Class é o que todo blockbuster deveria ser: um bom filme!

Nota: 10/10

Sabe aquela sensação de que os dias estão passando rápido demais? Poisé.

Talvez  porque meu freela de final de semana tenha se tornado um estágio de semana inteira, ou quem sabe seja resultado da correria de final de semestre universitário, correndo atrás de fichas e provas, o fato é que nestas ultimas semanas, o ritmo da minha vida sedentária acelerou pra cacete. Você pode considerar algo positivo, eu mesmo não estou reclamando, mas sinto falta das madrugadas em claro jogando/lendo/assistindo até os limites do meu cérebro, do paycheck todo final de semana  pra pegar um cinema lá pela quarta ou sexta à noite, das noites de RPG, enfim. Como diria Steve Rogers em Guerra Civil:“O que nós perdemos aqui são essas pequenas coisas que nos fazem quem somos”. A boa noticia é que as férias, (assim como o Inverno) estão chegando e o Rogério old-school poderá voltar a ativa, ou melhor: inativa vidinha nerd de sempre… ou não.

Segue abaixo minha lista de prioridades pop-culturais a serem cumpridas nos meses de junho e julho.

*TENHO QUE VER




**TENHO QUE LER:



Por enquanto é isso aí, comente o que você quer fazer nessas férias e fique com a canção da Banda Mais Bonita da Cidade grudada na sua cabeça agora e até mais!

Opa!  Este é aquele tipo de post clássico no qual eu conto o que estou lendo, assistindo e jogando no momento. A começar pelos quadrinhos:

Nesta semana, comprei os dois primeiros volumes de Siege (O Cerco), o main-event em 5 partes da Marvel em 2010, que enfim chega as bancas brasileiras atraves da onipresente Panini. Como todo bom marveleiro deve saber, ao final de Invasão Secreta, Norman Osborn se tornou o novo queridinho da America, derrubando Tony Stark e a SHIELD, ele criou seu próprio time de Vingadores para caçar os Vingadores originais, até agora transformados em inimigos publicos dos EUA.  Siege chega para colocar as coisas no lugar e acabar com a vida mansa do velho Duende Verde e seu Reinado Sombrio: Osborn declara guerra contra Asgard envolvendo (por consequência) toda legião de supers da Casa das Idéias, numa furiosa revanche.

Esta é para os fanaticos por zumbis: a editora Leya trouxe para o Brasil o excelente Zumbis: O Livro dos Mortos, de Jamie Russell. Com quase 500 páginas, o livro é o mais completo tratado histórico-cinematógrafico sobre mortos-vivos: desde suas origens haitianas até sua  forte influência na cultura pop da geração Y, alem de contar com uma extensa e atualizada filmografia do gênero. Imperdivel!

Dia desses, eu vi Rio, nova animação da Fox com direção de Carlos Saldanha. O longa conta a jornada de Blu, uma ararinha azul (nerd, diga-se de passagem) que viaja  junto com sua dona, Linda ao Brasil para salvar sua espécie, mas parece que sua potêncial parceira Jade não está lá muito afim dele. A animação empolga e garante alguns risos, mas um roteiro melhor trabalhado (principalmente no 3°ato) poderia torna-lo memoravel. O 3D tambem não fez lá muita diferença, mas o filme paga o seu ingresso.

Nota: 7/10

Semana passada, tive o prazer inenarravel de jogar o mais novo jogo da franquia Mortal Kombat e, putaqueopariu: que jogo foda, mermão! Depois dos fantásticos Street Figther IVMarvel Vs CAPCOM 3, eis que ressurge um dos games mais clássicos da história terrestre para a nova geração. Mortal Kombat sempre foi meu jogo de luta preferido, sua ultra-violência absurda aliada a personagens bizarros marcaram minha vida para sempre.

Para MK9, as lutas estão mais agéis e sanguinolentas do que nunca: conforme os personagens apanham, seus corpos vão se deformando de forma agressiva. Outra novidade são os spec-moves em raio-x no meio da briga.

Por enquanto, MK9 é para mim o jogo de luta do ano!

Viva La Revolution!

Publicado: 27/08/2010 em livros

Admito que nunca fui muito ligado em politica nos tempos de colégio, acreditava que a fosse por definição incorrigivel, corruptivel e imutavel. Talvez porque não aprendi na escola (do jeito certo) sobre os grandes filosofos e lideres revolucionários, agentes da trasformação de sua realidade, talvez para não suscitar questionamentos ditos rebeldes, para me manter controlavel, na fila, another brick in the wall

Fui um bom aluno:  tirava notas altas porque não conversava, porque era timido e quietude era sinônimo de virtude no meio escolar. Fazia o que tinha que fazer, não questionava, apenas respondia e do jeito que era certo responder. Hoje, depois dos livros que li e filmes que vi e jogos que joguei percebo que não fui um bom aluno, fui um aluno oprimido.

Este mês conheci a obra de Paulo Freire, um grande pensador da educação como forma de libertação e não-alienação, em A Pedagogia do Oprimido (que recomendo fortemente a todas as pessoas do mundo lerem), o autor expõe de modo incisivo a importância do dialogo entre educadores e educandos, o valor do questionamento e do confronto de idéias na constante transformação do ser humano no ser-mais, na luta por um mundo justo, alem de muitas outras questões que não competem apenas ao educador, mas ao homem em geral, pois em sua visão todos somos educandos e educadores ao mesmo tempo até o fim da vida.

Não basta ler e guardar na estante, As lições tiradas de A Pedagogia do Oprimido devem ser pura praxis, levadas a prática, como ferramenta de transformação social. Não somos meros objetos da História, mas sujeitos de sua mudança.


Stargate Project, Gondola Wish, Scannate, Sun Streak, Grill Flame e Center Lane foram códigos usados para identificar pesquisas do Governo Norte-Americano realizadas entre 1972 à 1995 com a finalidade de investigar o emprego potencial de habilidades psíquicas em táticas militares.

Com base em estudos anteriores de fenômenos paranormais realizados pela Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas e o Instituto de Pesquisas de Stanford, solicitados supostamente em função de pesquisas semelhantes que estariam sendo desenvolvidas pelos soviéticas durante a Guerra Fria.

O Projeto tinha foco na investigação do potencial da “visão remota” (capacidade de ver evidência física ou informações a grandes distâncias), bem como a precognição (ca
pacidade de ver o futuro) e a telecinese (capacidade de manipular objetos no espaço físico usando a mente).


Foram relatadas a existência de 22 “observadores remotos” e 14 laboratórios de pesquisa espalhados nos EUA, que chegaram a custar ao Governo Americano mais de 20 milhões de dólares ao ano. O FBI, CIA e vários governos, agências e departamentos militares também estavam envolvidos no projeto. Em 95, quando o Projeto Stargate veio à público a revista Time afirmou que 3 videntes ainda estavam ocupadas com o projeto em Fort Meade, Maryland.

Em 1979, um dos médiuns que trabalhavam no Projeto Stargate informou que eles poderiam dizer que um dos cidadãos americanos, que estava sendo mantido refém no Irã por um grupo de militantes islâmicos estava “sofrendo de náuseas”, com “um lado de seu corpo … danificado ou ferido “e que” ele vai estar em um avião nos próximos dias”.O refém americano, Richard Queen, foi liberado 3 semanas seguintes à previsão e sofria de esclerose múltipla, que afetou os nervos ao longo de um lado de seu corpo. Outro vidente do Projeto, Paul H. Smith , teve uma sessão de observação remota, na qual supostamente previu certos detalhes que cercam o ataque à fragata USS Stark em 17 de maio de 1987 , 3 dias antes de acontecer.


A professor de estatística, Jessica Utts, da Universidade da Califórnia realizou uma análise do Projeto Stargate após a sua conclusão, que revelou que o projeto teve de 5%/15% acima do acaso, mas que as suas contas incluem um grande volume de informações irrelevantes e vagas . Após a divulgação e posterior encerramento do Projeto de Stargate em 1995, o governo emitiu uma declaração afirmando que o projeto “não mostrou valor em operações de inteligência.”

Sobre Vampiros e Lobos

Publicado: 22/11/2009 em cinema, livros

Foi no finzinho de 2008 que eu li pela primeira (e ultima vez) Crepusculo e admito (com vergonha) que naquele tempo tinha gostado do livro. Dois meses depois, vi o filme e achei (e continuo achando) uma bomba sem tamanho, não maior que X-Men Origins, é claro, mas ainda assim uma bomba. O pior é que o filme foi tão ruim que perdi todo o gosto de continuar a ler Sthephanie Meyer. Era óbvio, mas demorei pra sacar que Meyer escreve pra menininhas (mais especificamente porra-louquinhas emu de 14 a 17 anos) e não para menininhos (mais especificamente nerds RPGistas de 20 e poucos anos).
Amoado pelo rumo colorido que a mitologia vampirica estava tomando, rezei para que alguem os resgatassem e um homem chamado Guillermo Del Toro entregou ao mundo uma verdadeira pérola vampiresca moderna: A Trilogia da Escuridão iniciada com Noturno. Aí sim, fomos surpreendidos novamente: vampiros monstruosos começam a infestar Manhattan e eles querem sangue!!!


Recomendação extrema do SVEJA para leitores enjoados de vampiros vegetarianos com complexos de inferioridade. LEIAM!!!