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Pois é, terça agora é  ontem foi dia dos namorados e eu continuo membro cativo do Lonely Hearts Club Band. E como já é tradição neste blog (e na minha vida) aproveito o ensejo para lamentar a solidão de ser um cara extremamente   romantico but  sem nenhuma habilidade social para sustentar uma relação amorosa com outro ser consciente.

Porem,  neste ano meu lamento é um pouco forçado o mesmo,senão maior uma vez que não estou completamente desolado por um chute na bunda (como costuma acontecer com assombrosa frequência nesta época do ano) ou  perdido de amores por uma transeunte mais jeitosa que ousa olhar pra mim. Se trata de uma melancolia mais comercial do que existencial, provocada pelo zeitgeist deste começo de inverno ou talvez a simples resignação da minha condição forever alonística

Sei lá, só sei que não estou tão mal como costumo ficar e que acho isso bom péssimo (não que precise continuar assim…). Bom, pra não perder o costume, chore aí um pouquinho muito com Elton John e Downey Jr e seja feliz!

A primeira obssessão nerd que tenho lembrança era o meu grande amor pelos dinossauros. Com 6 anos de idade, já sabia de cor e salteado nomes e caracteristicas de dezenas de especimes de vários períodos pre-históricos. Toda essa cultura  jurássica estava muito em voga nos anos 90, em grande parte pelo lançamento do (ainda impressionante) Parque dos Dinossauros, do Spielberg. Junto com o filme vieram livros, albuns, desenhos e bonecos, que me abasteceram de informações sobre o assunto.

Eu já tinha minha coleção de dinossauros de borracha, mas meu colega de classe Wallace (lembro até hoje do nome desse infeliz) possuia um belo exemplar de Triceratops, uma das minhas especies favoritas e ainda ausentes em meu acervo…

Antes de prosseguir a história, quero salientar que enquanto garoto juvenil, sofria de um mal hoje conhecido como cleptomania e o meu principal (e único) alvo eram os brinquedos desse Wallace. A desculpa que dava pra minha mãe era que eu ganhava os bonecos dele (um por semana), mas nunca soube mentir direito e aí estava a minha fraqueza.

Lembro que certo dia a oportunidade de ouro aconteceu: estavamos em fila indiana e, posicionado estratégicamente atrás da minha vitima, abri sua mochila e subtraí incógnito aquele belo triceratops de seu inventário como um ninja silencioso.

Este foi o último grande assalto bem-sucedido de minha vida. Umas duas semanas depois (sim, eu era um ladrão compulsivo) fui desmascarado pela minha mãe na frente de todos os meus amigos ao tentar roubar uma  outra miniatura do mesmo garoto. Foi uma queda humilhante para um ladino promissor e desde então nunca mais roubei dinossauros alheios…

Poisé…

Publicado: 12/06/2009 em traumas, vida

12 de junho. Dia dos namorados. Que datinha filhadamãe essa daí, não?
Não tenho pra onde fugir: pra todo lado é jingle, musiquinha e até (vejam só) nerdcast pra me lembrar de tudo aquilo que demorei pra esquecer (esqueci, é?). E como eu luto contra isso? Me rendendo ao Sistema com um post especial sobre o tão falado Dia dos Namorados.

Bom, alguem ainda lê isso aqui? Confesso que os últimos posts estavam meio fracos em conteúdo (e nunca foram lá grande coisa), mas é complicado ter algum tempo pra formular (ou pesquisar) alguma coisa relevante em meio a semanas corridas e ao mesmo tempo preguiçosas que tem sido essas minhas, e mais importante: acompanhar e comentar em outros blogs, principio cármico quando se quer (ou melhor: precisa de) leitores.

Ahhh é… o Dia dos Namorados. Bom, pensei em algo como uma lista de filmes pra se ver hoje, mas seria muito fácil e não teria graça nenhuma. Então acho que vou resumir um pouco da minha história amorosa até agora (não que ela seja especialmente fácil ou engraçada, mas é o melhor que posso fazer).

A maioria dos romances que tive aconteceram num único lugar: minha cabeça. Inúmeras novelas e filmes mentais cujas musas jamais sabiam estrelar. Mulheres me assustam, especialmente às quais me deixam apaixonado. Eu sempre acabo paralisado, escravo do medo da rejeição e inevitavelmente sozinho. Raras as vezes em que a paixão superou o medo, e eu acabava me declarando a menina/garota da vez. Em resposta, a manjada defesa do “eu gosto de você, mas… como amigo, entende?” parecia decorada por todas as meninas do Multiverso, God, quantas vezes eu ouvi isso…

Então você pensa: ahhh, ele só precisa de uma mulher de iniciativa. Wrong: já tive garotas decididas quanto a querer ficar/namorar comigo ( e eu não em orgulho disso… bem, talvez um pouco), mas acontecia de eu não estar apaixonado por elas ou que eram novas demais ou facéis demais e toda sorte de desculpas que eu inventava pra mim mesmo.

Arrisco a morrer velho e sozinho por ser um sonhador, por idealizar tanto e agir tão pouco. Já disse isso uma vez aqui, mas com o resto do mundo tudo parece tão mais fácil, tão mais simples. Eu não espero a mulher perfeita, só a certa. Será que é pedir demais?

Nerds não costumam ser reconhecidos por seu talento no caminho dos esportes, e o meu caso não é exceção à regra (infelizmente). Eu até que me esforçava, mas isso nunca me absteve do fardo de ser sempre a última opção em jogos (físicos) de equipe. O que se revelava (com assustadora constância) uma decisão sensata por parte dos líderes dos times, já que invariavelmente minha presença numa determinada seleção significava um poderoso presságio de sua derrota.

De todos os esportes escolares, o que eu mais temia (e o que me rendia maiores hematomas) era (é) o volei: ahh… quantas vezes não levava aquela bolada seca no meio dos nasais (terrivel)… quantas torções de pulso… quantas congratulações (apenas do time adversário)…

Graças a Pelor, minhas misericórdiosas professoras nunca levaram a Educação Física a sério (existe alguma que leve?), porque senão…

*Rogério Gomes Junior: futuro presidente mundial (pronto… agora meu nome aparece no Google!)