Arquivo de fevereiro, 2012

É só isso mesmo!

Gripado

Publicado: 26/02/2012 em cinema, vida
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Eu não sou de ficar doente por qualquer coisinha, mas quando fico é bonito de ver! O que começou com pouco mais do que um incomodo pigarro no inicio do mês hoje já é uma pneumonia nv.8 invulneravel à amoxicilina. Nesse ínterim tive o prazer de relembrar a eficiência do Sistema Publico de Saúde (4 horas de espera pra um atendimento de 1min. no qual a porra do médico não se deu o trabalho de levantar da cadeira – que me receitou medicamentos inuteis, por sinal), pra minha sorte quase não tive aulas neste mês e meu trabalho nos fins de semana não agaravou ainda mais meu quadro patológico.

Com gripe e tempo livre, meu carnaval não foi muito diferente do que costuma ser o resto do meu ano: cinema, net e games.

Em tempo: vejam A Invenção de Hugo Cabret em 3D no cinema. É lindo demais!

E lá se foi janeiro. Li,vi e ouvi muita coisa boa neste primeiro mês do ultimo ano de nossas vidas, entre elas destaco uma graphic novel sensacional,um clássico desconhecido da literatura e um remake muito melhor que o original. Bora lá?

Daytripper

Há muito ouço falar dos trabalhos dos irmãos Fabio Moon e Gabriel Bá, dois quadrinistas paulistanos que em 2010 publicaram uma premiada série, lançada a pouco tempo pelo selo Panini Books aqui no Brasil, estou falando (como você já deve suspeitar pelo subtitulo acima) de Daytripper.

Daytripper conta a vida e a obra de Bras de Oliveira Domingos, um escritor de obituários que almeja um dia começar a sua vida “de verdade”. Um quadrinho que vai te trazer algumas reflexões sobre a fragilidade e a beleza da vida, e que nos belos traços e ágil roteiro dos irmãos Fabio e Gabriel ficarão marcados na sua memória por um tempo.

Aqui no brasil ele foi lançado em duas edições: uma edição para fidalgos em capa dura, disponivel em livrarias e comic-shops por uma média de R$50,00 e uma edição economica, mas igualmente completa, vendida nas bancas por R$23,90. Vale muito a pena!

Fahrenheit 451

Estava eu de boa numa livraria daqui de Sorocaba, quando começo um animado papo sobre quadrinhos com um vendedor. Eis que  pergunto ao nobre comerciante sobre a graphic novel de Fahrenheit 451, e me espanto ao descobrir que na realidade a HQ era baseada num livro de 1953, que acabei por comprar e devorar num espaço de dois dias.

Imagine um mundo onde todos os livros são proibidos, a midia de massa evoluiu a tal ponto que as telas de TV são verdadeiras paredes que aprisionam o telespectador num simulacro de vida, conversações são cada vez mais raras  e até o simples ato de pensar é visto com medo e respondido com violência (e fogo) pelas autoridades. É neste futuro distópico que o americano Ray Bradbury cria sua visionária trama com incontaveis pararelos  com a nosso atual estilo de vida, cada dia mais impessoal, massificado e vigiado por centenas de minorias que se sentem ofendidas ao menor sinal de pensamento critico. Leia,leia,leia!

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Pra fechar minhas recomendações mensais, o novo filme de David Fincher, baseado na trilogia do escritor Stieg Larsson, consegue superar com folga a adaptação sueca de 2009, tanto em ritmo quanto em atuações fortes. Uma intricada história de investigação com desdobramentos imprevisiveis. Um filme claustrofóbico, cerebral e imperdivel. Nota 9/10.

Abaixo a incrivel e estilosa abertura deste filmaço!