Arquivo de janeiro, 2013

O aluno de Corvinal

Publicado: 27/01/2013 em Sem categoria
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Estava eu, balconizando na locadora, quando apareceu um infante cliente, usando um tecido roxo, como uma manta sobre a camiseta. A primeira coisa que ele me diz:

-Adivinha o que eu comprei? (mais…)

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Ano passado, a rede Cultura adquiriu os direitos  de exibição de uma das mais cultuadas e longevas series de TV de todo o continuum espaço-tempo. Doctor Who começou como uma serie quase que educacional nos anos 60, destinada a ensinar fatos históricos e um pouco de ciência enquanto o Doutor se aventurava em algum ponto do Universo pra consertar algo que não estivesse em seu devido lugar. Aconteceu que a serie ficou tanto tempo no ar que começou a ser construida toda uma gigantesca mitologia em torno do Universo de DW, e como os episódios que faziam mais sucesso eram o que exploravam esse lado sci-fi, a serie acabou assumindo de vez esse carater fantástico. 26 temporadas mais tarde, no final de 1989, a serie deu uma parada, tendo apenas um especial para TV em 96, mas retornando mesmo com os dois pés no peito em 2005 – são as temporadas dessa retomada que  a Cultura adquiriu.

As temporadas de Doctor Who desde 2005 são divididas em 13 episódios de 40 a 45min., alem dos especiais de natal. Atualmente ela está na pausa de mid-season da 7° temporada, voltando em fevereiro (se não estou enganado).

Bom, até agora não disse os motivos, nem sobre o que exatamente é essa serie. Bora então:

Doutor (só doutor mesmo) é o ultimo sobrevivente dos Timelords, uma poderosa e bondosa raça capaz de viajar no tempo-espaço, que foi extinta do Universo, há muito tempo atrás numa guerra épica contra os impiedosos Daleks. A bordo da sua espaço-nave/maquina do tempo TARDIS, o Doutor desbrava realidades alternativas e evita apocalipses praticamente todos os dias, usando como unica arma sua inteligência (a chave de fenda sônica conta como arma algumas vezes, mas enfim…).

O que eu mais gosto em Doctor Who é a sensação de urgência que os roteristas conseguem colocar em cada episódio. As aventuras são quase sempre resolvidas no mesmo dia, mas sempre acabam em um climax absurdo e emocionante. Tudo em 45 minutos.

Outro ponto interessante é o “mundinho” da serie. Quanto mais você assiste, mais familiar você se torna com as raças, personagens e mitos da serie, colaborando em muito a apreciação de um encontro fortuito ou uma citação há algo que aconteceu muitas temporadas atrás. Apesar de aventuras episódicas, cada temporada tem seu arco maior, amarrada num roteiro coeso e instigante.

Recomendo aos novos fãs da serie iniciarem sua viagem a bordo da TARDIS a partir da segunda temporada dessa retomada, que é quando entra a melhor encarnação do Doutor de todas: David Tennant. Mas já aviso logo que é um caminho sem volta: uma vez que você comece a ver Doctor Who, você não vai querer parar…

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4you

Publicado: 18/01/2013 em Sem categoria

for your consideration: Django Livre e Amour

Publicado: 13/01/2013 em Sem categoria

Essa semana sairam os indicados do Oscar 2013, que segue com a irritante tradição de trazer, em sua maioria, filmes que nem chegaram a estreiar aqui na Terra Das Bananas. Nessa hora, uma visita à Baía dos Piratas se faz necessaria a fim de que eu forme minhas impressões antes da cerimônia.

Sobre DJANGO LIVRE:

Quentin Fucking Tarantino entrega seu primeiro western, refogado com seu costumeiro bom gosto musical, salpicado de referencias e muito sangue. Django Unchained (que estreia semana que vem, mas não consegui me segurar) em suas quase 3 horas empolga com um roteiro surtado e muito estilo. Vale muito a pena.

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Sobre AMOUR:

Por mais que tentem esconder, envelhecer é foda e inevitavel (salvo casos em que você morra jovem, o que tambem não é maneiro…mas enfim, morrer nunca é legal), então que seja ao lado de alguem que te ama. 2 velhinhos, 1 apartamento e uma das mais sufocantes histórias de amor já contadas no Cinema.  Haneke continua seco e minimalista na direção, o que contribui muito pra ajudar na realidade quase documental de Amour.

-Não recomendado para depressivos

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Apesar de ser bitch declarada do Taranta, não acho que Django tenha muita chance esse ano, mas minha torcida é dele – sempre. Ja Amour, acho que vai levar uma baciada de trofeus pra casa, aguarde e confira.

 

Bora fazer algo que não faço ha tempos: listas! 2012 foi um ano cinematograficamente histórico, nerdísticamente falando. A união dos heróis Marvel em Vingadores, a conclusão épica da BATrilogia do Nolan, o retorno à Terra Média com a primeira parte de O HOBBIT e enfim, um filme bom do 007 com o Daniel Craig. Esses e outros grandes lançamentos que importaram no ano recem-falecido você confere no meu TOP10 de 2012 nas linhas abaixo!

10° O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

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9°  Operação Skyfall

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8° O Cavaleiro das Trevas Ressurge

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7° Os Vingadores

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6° Um Método Perigoso

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5° Compramos um Zoologico

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4° Ruby Sparks

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3° Moonrise Kingdom

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2° As Vantagens de Ser Invisivel

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1° Os Intocaveis

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PS: Well…. fiquei surpreso com o rumo que essa lista tomou… quando se para pra comparar objetivamente, os filmes que mais me empolgaram não foram extamente os melhores pra mim. Ah, tambem vale lembrar, que tinha colocado A Invenção de Hugo Cabret, DRIVE e A Pele Que Habito, tres filmes de 2011 que só fui ver um ano depois, mas pra não zoar a lista, tive que tira-los. Por essa mesma razão, você não vê filmes Cloud Atlas, Django Livre e The Master nesse TOP, filmes que provavelmente vou adorar, mas ainda não estreiaram aqui no Brasil.

2013

Publicado: 01/01/2013 em Sem categoria

Como já disse no post passado, 2012 foi um ano incrivel. Não fosse a tragica cadeia de eventos ocorridas nos ultimos dias de dezembro, estaria eufórico nesse momento. Passei a pior virada de ano da minha vida no provavel melhor ano da minha vida. Não sei o que esperar de 2013… mas desejo o melhor pra todos. Feliz ano novo.