Arquivo de abril, 2011

Porque Panico 4 é foda

Publicado: 29/04/2011 em cinema

Ontem do nada acabei por ver Panico 4. Confesso que até então nunca tinha dado a devida importância a franquia, mesmo porque na época em que o primeiro filme foi lançado (em 96 eu tinha 8 anos) , não era tão viciado no gênero terror como o sou hoje. Peguei então pra ver a trilogia original e me diverti muito com o que eu preconceituosamente pensava ser um caça-niquel barato. Toda a meta-linguagem  mais o humor negro presente nos três longas tornaram Pânico uma divertida experiência cinematográfica para mim.

Mesmo preparado para a Parte 4, o novo Pânico não estava na minha lista de prioridades neste mês, que contou com o bomVIPs, o bleh Sucker Punch e o divertido Rio. Uma série de incidentes me fizeram estar na sala 5 do Esplanada Shopping na noite de ontem e eu acabei por assistir o melhor filme do mês até agora.

Se a definição suprema do cinema é entretenimento, Panico 4 cumpre com louvor e inteligência seu papel. Sem dúvida o mais divertido e sangrento da  franquia, com direção do sempre excelente Wes Craven (criador da série) e roteiro de Kevin Willianson, o novo Pânico já me pegou na primeira cena (ou melhor, primeiras cenas) numa das melhores aberturas da história do cinema de Terror, simplesmente genial!

Durante todo o filme, os personagens criticam os rumos do cinema atual, com suas infinitas sequencias, prequels e reboots . Consciente de todos os clichês e erros da industria, Wes e Kevin apontam e desconstroem o gênero, com muita elegância e bom humor, caracteristica presente em toda a trilogia e potencializada agora em seu quarto capitulo.

Entre sustos e risos, Panico 4 é o que toda sequência deveria ser: uma evolução dos filmes anteriores, sem nunca foder o original.

Nota 9/10

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Opa!  Este é aquele tipo de post clássico no qual eu conto o que estou lendo, assistindo e jogando no momento. A começar pelos quadrinhos:

Nesta semana, comprei os dois primeiros volumes de Siege (O Cerco), o main-event em 5 partes da Marvel em 2010, que enfim chega as bancas brasileiras atraves da onipresente Panini. Como todo bom marveleiro deve saber, ao final de Invasão Secreta, Norman Osborn se tornou o novo queridinho da America, derrubando Tony Stark e a SHIELD, ele criou seu próprio time de Vingadores para caçar os Vingadores originais, até agora transformados em inimigos publicos dos EUA.  Siege chega para colocar as coisas no lugar e acabar com a vida mansa do velho Duende Verde e seu Reinado Sombrio: Osborn declara guerra contra Asgard envolvendo (por consequência) toda legião de supers da Casa das Idéias, numa furiosa revanche.

Esta é para os fanaticos por zumbis: a editora Leya trouxe para o Brasil o excelente Zumbis: O Livro dos Mortos, de Jamie Russell. Com quase 500 páginas, o livro é o mais completo tratado histórico-cinematógrafico sobre mortos-vivos: desde suas origens haitianas até sua  forte influência na cultura pop da geração Y, alem de contar com uma extensa e atualizada filmografia do gênero. Imperdivel!

Dia desses, eu vi Rio, nova animação da Fox com direção de Carlos Saldanha. O longa conta a jornada de Blu, uma ararinha azul (nerd, diga-se de passagem) que viaja  junto com sua dona, Linda ao Brasil para salvar sua espécie, mas parece que sua potêncial parceira Jade não está lá muito afim dele. A animação empolga e garante alguns risos, mas um roteiro melhor trabalhado (principalmente no 3°ato) poderia torna-lo memoravel. O 3D tambem não fez lá muita diferença, mas o filme paga o seu ingresso.

Nota: 7/10

Semana passada, tive o prazer inenarravel de jogar o mais novo jogo da franquia Mortal Kombat e, putaqueopariu: que jogo foda, mermão! Depois dos fantásticos Street Figther IVMarvel Vs CAPCOM 3, eis que ressurge um dos games mais clássicos da história terrestre para a nova geração. Mortal Kombat sempre foi meu jogo de luta preferido, sua ultra-violência absurda aliada a personagens bizarros marcaram minha vida para sempre.

Para MK9, as lutas estão mais agéis e sanguinolentas do que nunca: conforme os personagens apanham, seus corpos vão se deformando de forma agressiva. Outra novidade são os spec-moves em raio-x no meio da briga.

Por enquanto, MK9 é para mim o jogo de luta do ano!

Então que semana passada estreiou um dos filmes mais esperados por mim neste ano: Sucker Punch, que veio para o Brasil com o desnecessário sub-titulo “Mundo Surreal”.

Antes de mais nada, sou um grande fã do Zack Snyder: uber-nerd, o cara faz os filmes que eu gostaria de fazer (e adoro assistir) – Madrugada dos Mortos, 300, WATCHMEN… A estética MTV de seus longas nunca me incomodou até Sucker Punch: praticamente 80% do filme se passa em slow-motion (num dado momento até uma  panela de batatas cai em slow-motion), sempre com uma música rolando. Quero acreditar que o baixo PG12 influenciou o diretor a aliviar e talvez cortar muito da potencial  violência, sensualidade e complexidade que poderiam acrescentar alguma diversão a mais num filme sustentado no apelo visual. Isoladas, algumas sequencias de ação realmente empolgam nerds como eu, que cresceram na cultura pop dos games, quadrinhos e animes, mas assim como na história do longa, estes “clipes ” só servem para distrair homens enquanto a verdadeira ação acontece. Unidas, a estilosa colcha de retalhos de Snyder não convence como um filme: as personagens não convencem, o roteiro é mais furado que uma peneira e ainda te tentam passar uma lição de moral no final.

Talvez pelas minhas altas expectativas, talvez por ser o primeiro trabalho autoral de Zack Snyder, a impressão que ficou foi que assisti um trailer gigante, empolgante, mas descartavel.

Nota: 7,5/10