Sobre minha decepção com Sucker Punch

Publicado: 02/04/2011 em cinema

Então que semana passada estreiou um dos filmes mais esperados por mim neste ano: Sucker Punch, que veio para o Brasil com o desnecessário sub-titulo “Mundo Surreal”.

Antes de mais nada, sou um grande fã do Zack Snyder: uber-nerd, o cara faz os filmes que eu gostaria de fazer (e adoro assistir) – Madrugada dos Mortos, 300, WATCHMEN… A estética MTV de seus longas nunca me incomodou até Sucker Punch: praticamente 80% do filme se passa em slow-motion (num dado momento até uma  panela de batatas cai em slow-motion), sempre com uma música rolando. Quero acreditar que o baixo PG12 influenciou o diretor a aliviar e talvez cortar muito da potencial  violência, sensualidade e complexidade que poderiam acrescentar alguma diversão a mais num filme sustentado no apelo visual. Isoladas, algumas sequencias de ação realmente empolgam nerds como eu, que cresceram na cultura pop dos games, quadrinhos e animes, mas assim como na história do longa, estes “clipes ” só servem para distrair homens enquanto a verdadeira ação acontece. Unidas, a estilosa colcha de retalhos de Snyder não convence como um filme: as personagens não convencem, o roteiro é mais furado que uma peneira e ainda te tentam passar uma lição de moral no final.

Talvez pelas minhas altas expectativas, talvez por ser o primeiro trabalho autoral de Zack Snyder, a impressão que ficou foi que assisti um trailer gigante, empolgante, mas descartavel.

Nota: 7,5/10

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