As piores HQs que eu li em 2013

Publicado: 06/01/2014 em Sem categoria

2013 foi o ano em que comecei a ler e a idolatrar Grant Morrison, virei fã de grandes autores independentes nacionais e diminuí o ritmo com mangás. Mas eu não estou aqui hoje pra indicar novos clássicos da arte sequencial, e sim para precaver você de gastar seu dinheiro e/ou tempo com o que de pior foi publicado no ano passado

5°- Toriko vol.1, de Mitsutoshi Shimabukuro

Um dos mais novos sucessos editoriais da minha querida Shonen Jump não conseguiu me comprar em seu primeiro volume, que reúne os dez capítulos iniciais da saga de Toriko: um brutamontes cujo objetivo de vida é construir um menu com ingredientes raros – ingredientes esses – que ele costuma enfrentar na porrada, fazendo uso de técnicas mirabolantes e frases de superação. O traço é bem genérico, o roteiro é bem formulaico e o mais importante: não me cativou em nenhum quadro. Achei muito sem alma, sei lá. Deve melhorar mais pra frente, mas eu não vou mais gastar meu dinheiro nisso não…

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4° – Neonomicon, de Alan Moore e Jacen Burrows

Tenho respeito pelos serviços prestados de Alan Moore para os quadrinhos, mas na boa: APENAS PARE!!!

Como pode o cara pegar uma fonte tão boa e rica como HP Lovecraft e fazer algo tão ruim? Chocar por chocar não funciona. O traço de Jacen Burrows é a única coisa que salva nessa graphic medonha. Explicita, incoerente e desnecessária. 20 reais que nunca mais voltarão…

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3° – Amazing Spider-Man #700, de Dan Slott e Humberto Ramos

Acompanhei o trabalho até que divertidinho de Dan Slott nos últimos anos. Histórias legais que me fizeram esquecer o pavoroso pacto com o Mephisto no final da saga do Straczynski, Um dia a mais.  Com muitas derrapadas no caminho, continuei fiel a revista e, tal como o cara que para na frente de um acidente, permaneci consumindo o material (com um atraso de 9 meses em relação a edição americana) mesmo sabendo como seria a ultima edição do mais clássico periódico do Aranha: a famigerada n°700 de Amazing Spider-Man. Dito isso posso – com propriedade – gritar: PORRA SLOTT!!!!

Os piores vilões do Homem-Aranha sempre foram seus roteiristas. Os caras sempre arrumam uma maneira inovadora de foder o herói e o leitor com sagas bestas, retcoms e o escambau. Mas essa ultima elevou todas as merdas de até então a níveis estratosféricos: Doc Ock assume o corpo de Peter Parker, suas memórias e sua identidade secreta. É assim que acaba a ultima revista de Amazing Spider-Man da História e começa a Superior Spider-Man, com a mesma dupla “criativa”….

Eu passo, obrigado.

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2°- Holy Terror, de Frank Miller

Frank Miller está gagá…e não é de hoje. Assistir SPIRIT foi uma das mais torturantes experiencias cinematográficas que já tive. O cara, assim como Moore, escreveu grandes HQs que adoro, mas isso não dá passe-livre pra ele sair publicando toda merda reacionária, mal desenhada e porcamente roteirizada que ele tá lançando nos últimos anos. Não tem rage pós 11/09 que explique a existência dessa… putaquepariu!!!

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1°- Nêmesis, de Mark Millar e McNiven

Pegue a arte fantástica de McNiven  (Civil War) e a use num roteiro sem vergonha, megalomaníaco e desonesto que se salva por duas ou três realmente boas sacadas, mas que no final cospe na sua cara. Não é a primeira vez que Millar faz isso, eu já deveria estar vacinado contra essa mania do cara com finais ruins, mas em Nêmesis ele se supera. Pense numa forçada de barra épica e multiplique por dez.  Porra, Millar… tu já foi melhor, meu velho.

Decepção do ano.

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