ULTIMATUM

Publicado: 31/08/2010 em contos
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No inicio pensei que fossem apenas animais, livres da corrupção, da ganância, da luxúria e do inexplicável prazer em destruir. Se soubesse naqueles tempos de inocência tudo que fariam ao meu corpo, não permitiria que chegassem até hoje.

Estou decidida e nada que digam, prometam ou sacrifiquem irão mudar seus destinos. Amigos e inimigos, entes queridos e desconhecidos, ao fim do dia a humanidade morrerá. Por cada tronco derrubado, por todo fogo espalhado e pelo sangue espirrado, todos pagarão pelos erros de muitos. Continuarão porem suas existências em mim, livres das emoções vis que os escravizaram e razão pela qual adoeci. Finalmente compreenderão o que venho tentando ensiná-los há milhares de anos: somos todos um.

Portanto não me odeiem pelo que farei, acreditem ou não, eu os amei e os suportei o quanto pude. Não se trata de vingança da minha parte, apenas equilíbrio. Aproveitem a ultima noite de suas vidas para amar, amanhã tudo estará bem.


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comentários
  1. laise disse:

    eu num entendi

    • ryosamura disse:

      Ahh… é um monólogo que eu fiz embasado nos principios de um documento chamado Carta da Terra para a matéria de Ecopedagogia dentro do curso de Pedagogia. Nele, a Mãe Terra, Gaia informa que extinguirá a Humanidade por todos os males cometidos em seu corpo.

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