Time to Die

Publicado: 15/06/2008 em cinema

Sabe aquele filme que você sempre ouve falar, mas nunca teve a oportunidade (ou moral) de assistir?
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Assim foi Blade Runner para mim durante muito e muito tempo, até eu tomar vergonha na cara e finalmente aluga-lo ontem… Cara, como pude passar tantos anos sem ver esse clássico, esse monstro sagrado da cultura nerd?
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Dirigido por ninguem menos que Ridley Scott, o filme foi um divisor de águas na história da ficção cientifica (apesar da relativa demora para ser reconhecido como tal). Visionário, Ridley,como bom gênio que é, fez um filme a frente de seu tempo e por isso, foi incompreendido por seus financiadores, a crítica e o público da época, acostumados com a ação pura e simples e com mensagens de um futuro limpo, vistoso e cheio de esperança. Blade Runner foi criado para ser um filme-arte, filosófico, sombrio, mas foi anunciado como mais um filme de ação, um novo blockbuster. O que explica seu fiasco inicial nas bilheterias…

Anos mais tarde, Blade Runner assumiu status de cult, reunindo milhares de fãs fervorosos em todos os cantos do mundo. O filme redefiniu o gênero, se tornando referência de como se fazer e contar ficção cientifica até os dias de hoje.

Cult nu úrrrtimu!!!

“Mas sobre que diabos fala o filme, p#rra?”

Tá,tá… O ano é 2019, inicio da colonização espacial.

(respira)

A Terra agora não passa de um grande chiqueiro iluminado com neons, onde vivem (ou melhor, sobrevivem) a escória genética da humanidade. E é nesse caótico cenário cyberpunk , que somos apresentados aos replicantes – unidades humanóides artificiais, criados para atuarem nas mais diversas funções, dentro das colônias espacias. Inicialmente submissos a vontade humana, com o tempo, replicantes tornaram-se cada vez mais psicologicamente complexos, chegando a desenvolver emoções próprias e tendência agressiva. Por essa razão, a fim de evitar futuros conflitos, a vida de todo replicante tem uma validade única de 4 anos, limitando assim, sua evolução emocional. Não demora muito, os replicantes realizam um motim numa colônia espacial, e a partir daí, a presença de qualquer unidade na Terra é terminantemente proibida e punida com sua retirada (leia-se: morte) pela força policial conhecida como Blade Runners.

Ufa…bem, Deckard (Harrison Ford) é um ex-blade runner que se vê forçado a voltar à ativa por seu superior. Ele é informado que um pequeno grupo de replicantes desceu a Terra, em busca de seu Criador, e mais tarde descobre que eles vem,na verdade, atrás de uma chance de estender seu periodo de vida, de escapar da morte.

Aluguem, comprem, baixem, whatever… Blade Runner é um filme que merece ser visto, degustado e regurgitado zilhões de vezes.

I’ve seen things you people wouldn’t believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I’ve watched c-beams glitter in the dark near the Tannhäuser Gate. All those … moments will be lost in time, like tears…in the rain. Time to die”.“I

Roy Batty

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